sexta-feira, 12 de março de 2010

Oasis - Champagne Supernova @ Knebworth w/John Squire - Stone Roses





Parece que o Oasis, resolveu dar uma guaribada no material gravado em 1996 nos shows históricos de Knebworth.

Pra quem não sabe Knebworth é um local imenso no norte da Inglaterra que é conhecido por abrigar shows REALMENTE grandes.Ex: Led Zeppelin, Queen, Deep Purple, The Rolling Stones etc...

Apenas grandes artistas e com anos de carreira já fizeram shows só seus lá. O problema é que quando o Oasis tocou por lá, eles NÃO tinham anos de carreira.

A tal da Oasismania era tanta que os organizadores resolveram arriscar, escalando uma banda com apenas 2(!) discos na carreira para serem a atração principal.

E vingou.Duas noites com 250 mil pessoas em cada uma. O maior público já registrado na história do Reino Unido para um show de banda.

Outro recorde. A maior procura de ingressos da história britânica também. Dois milhões e meio de pessoas tentaram de alguma forma comprar os ingressos.

Tá certo que os Gallaghers também foram ajudados pelos seguintes nomes fazendo a abertura do show:Cast, Dreadzone, Kula Shaker, Ocean Colour Scene, Manic Street Preachers, The Charlatans, The Bootleg Beatles, The Chemical Brothers, The Prodigy. Bom Hein?



Noel já declarou que esse foi o auge da banda e que logo depois dos shows eles se perguntaram "Temos mais alguma coisa pra fazer?"

Este vídeo novo que saiu mostra a gravação remasterizada e apresentando uma qualidade realmente boa de imagem. Será que algum dia veremos o DVD desse show?

Existe à gravação não oficial com qualidade muito inferior, mas o nome do bootleg é perfeito "250.000 fans CAN'T be wrong"

Como Noel mesmo disse ao subir no palco na segunda noite "This is History!"

sábado, 6 de março de 2010

Coachella - 1969


Que o Coachella é o festival com os melhores Lineup's do mundo, isso todo mundo já sabe.E como seria então se tivesse rolado em 1969?A própria organização do evento fez um concurso para que cartazes desde 69 fossem feitos "imaginando" possíveis atrações de acordo com o ano.

Alguns dos resultados aqui.

Nenhum supera o de 1969.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Gorillaz - Plastic Beach

É, os primeiros grandes lançamentos do ano aproveitaram esta semana para vazar.O novo do Gorillaz caiu na rede através da própria banda, que disponibilizou as músicas para serem ouvidas por um sistema de streaming.Ou seja, não vazou de fato.Ponto para Damon Albarn.Não vou fazer nenhuma análise sobre o disco já que a princípio nem entender o álbum eu entendi.Na verdade não gostei muito, parece um disco de eletronica do início dos anos 90, e também é totalmente diferende dos outros dois últimos trabalhos.Pelo menos tem alguns convidados especiais interessantes:


Plastic Beach track list:

1 Orchestral Intro (ft. Sinfonia ViVA)

2 Welcome to the World of the Plastic Beach (ft. Snoop Dogg and Hypnotic Brass Ensemble)

3 White Flag (ft. Kano, Bashy, and the National Orchestra for Arabic Music)

4 Rhinestone Eyes

5 Stylo (ft. Bobby Womack and Mos Def)

6 Superfast Jellyfish (ft. Gruff Rhys and De La Soul)

7 Empire Ants (ft. Little Dragon)

8 Glitter Freeze (ft. Mark E Smith)

9 Some Kind of Nature (ft. Lou Reed)

10 On Melancholy Hill

11 Broken

12 Sweepstakes (ft. Mos Def and Hypnotic Brass Ensemble)

13 Plastic Beach (ft. Mick Jones and Paul Simonon)

14 To Binge (ft. Little Dragon)

15 Cloud of Unknowing (ft. Bobby Womack and Sinfonia ViVA)

16 Pirate Jet


Nos Comentários...

quarta-feira, 3 de março de 2010

B.R.M.C - Beat The Devil's Tattoo






Pronto, vazou um dos primeiros grandes lançamentos do ano, o quinto álbum dos homens de preto do Black Rebel Motorcycle Club entitulado Beat The Devil's Tattoo. Juro que lí algumas explicações para esse nome e não entendi nenhuma delas. Mas sendo um disco tão soturno e angustiado fica fácil fazer a ligação.

O disco tem a estréia do novo baterista, na verdade nova, Leah Shapiro depois da saída do nada virtuoso Nick Jago. Aliás agora a banda melhorou não só técnicamente mas visualmente também.

O disco é um condensado de tudo o que a banda já fez até hoje.O rock underground dos dois primeiros discos está presente em músicas como Conscience Killer, Evol - está música que já existia desde a época dos discos iniciais - e Mama Taught Me Better - uma pancada com a marca registrada desse disco, o baixo cheio de fuzz de Robert Been.

Para os amantes do Howl - terceito álbum do trio - há músicas como a homônima e que abre o disco, Beat The Devil's Tattoo, um verdadeiro mantra ao capeta, a letra não deixa dúvidas "You have admired every man desires, everyone is king when there’s no one left to pawn". Minha favorita até aqui. Além de Sweet Feeling e The Tool, baladas folks com DNA totalmente Howl. Todas as duas merecem atenção por sinal.

Há também músicas que parecem que sairam diretamente do Baby 81 - último disco da banda - como Bad Blood e War Machine todas pesadas e com cadências que seguem até o final.

E surge também um novo B.R.M.C não totalmente diferente do antigo, mas mais psicodélico, sombrio e pesado como em Aya, River Styx e Shadows Keeper - esta totalmente viajante e chapada.Surtam um pouco também como na balada não convencional Long Way Down - aliás belíssima. E terminam com a faixa de 10 minutos Half-State, outra letargia com mais uma vez Robert ditando o ritmo no baixo e as guitarras cheias de modulações e distorções de Peter Hayes.


Enfim, apesar de eu achar que eles repetiram o mesmo erro do último disco, ou seja, se alongarem muito e um repertório muito grande, o álbum é muito bom. É tudo o que você espera de uma banda tão direta, tão crua e que nunca esquece suas origens.Traz novos timbres e uma bateria mais pesada devido a nova integrante.É Rock N Roll, sem mais.


Nos comentários...

Por quê?

Coldplay no show na Itália e essa semana no Rio

Uma pergunta que sempre me vem a cabeça é: Por que muitas bandas internacionais, quando vem ao Brasil, não trazem sua estrutura de show completa - luzes, telões, etc.. - e fica sempre aquela sensação de que ficamos sem ver o conjunto da obra todo.


Alguém arrisca um motivo?
  • Logística?
  • "Baratear" o show?
  • Medo de não ter estrutura?
  • Fãs brasileiros não merecem?
  • Apagão?

As fotos eu ví aqui

Voltando...

É, malditos aqueles que fazem promessas e não cumprem. Esses não merecem um minuto se quer da sua atenção. Como não é o meu caso, já que estou apenas a 3 meses sem postar, volto com o blog em um novo endereço, mas a mesma iniciativa de sempre.

TOE
Indo então direto ao ponto, já começo com uma indicação, trata-se da banda japonesa Toe. Engraçado, nunca imaginei que iria ouvir algo da terra do sol nascente, mas talvez por Toe ser uma banda praticamente instrumental, e as poucas músicas com alguma letra são em inglês, explica-se a minha não rejeição . O som é limpo, com muitas pegadas de jazz e bastante groove. Para quem curte Trip-Hop e afins, é uma boa pedida.

Uma amostra bem boa,




E nos comentários, como de costume, algum amigo colaborador postou o álbum mais recente do Toe: Long Tomorrow.

Them Crooked Vultures

O quê?Você ainda nem sequer ouviu falar de Them Crooked Vultures?

Tá, se você estava de férias em Marte, eu perdôo.

Ainda não sabe que a banda é formada simplesmente, nada mais, nada menos, que:

Josh Homme (Queens Of The Stone Age)

J.Paul Jones (Me recuso a dizer em qual banda ele tocou)

Dave Grohl (Nirvana/Foo Fighters)

Para começar, sim, este projeto me deixou muito ansioso, eu e milhares de fãs também.

A mim, particularmente, é algo muito especial. A banda reúne dois músicos que são meus favoritos. Sabe quando você vai jogar futebol e tem que tirar o time?

Se fosse para montar uma banda dos sonhos, eu escolheria esses dois caras.

Josh Homme é meu guitarrista favorito. Pensa seu som de uma maneira totalmente diferente da maioria dos guitarristas.

Seu timbre é único, motivo de inveja para muitos guitarristas (inclusive eu). Técnica fica em segundo plano para dar lugar ao feeling e originalidade de um músico que tenta sempre fugir do lugar comum.

Não usa um caminhão de equipamentos – pelo contrário – poucos pedais e amplificadores e guitarras que fogem o padrão de grandes marcas e mais usadas.

Como ele mesmo diz: ”Se você quer um timbre diferente, use um EQUIPAMENTO diferente”. Perfeito.

J. Paul Jones é meu baixista favorito. Junto formou a cozinha mais fantástica do Rock N Roll com John Bonham (que estaria escalado no meu time também) no Led Zeppelin.

Às vezes, fico me perguntando, se havia alguma disputa entre os dois, Bonham falando “Hey Jonesy, eu vou tocar este bumbo tão rápido e desta vez você não vai me acompanhar!”.

E Jones, com seu jeito calado e distante retrucava “Ok Bonzo, vamos ver”. Então começava a disputa, e para nossa felicidade, do Led Zeppelin, do Jimmy Page, da música, Paul Jones sempre vencia.

Nunca deixava Bonham sozinho, uma verdadeira máquina no baixo, talvez o músico mais competente daquele quarteto fantástico. E o com menos marketing também, melhor assim.

Dave Grohl não é meu baterista favorito. Mas é o principal discípulo dele. Acho que se Bonham estivesse vivo aplaudiria Dave.

Uma pegada arrasadora misturada com técnica e criatividade. Apesar de não ser adepto do som do Foo Fighters e nem do Nirvana, Grohl tem minha simpatia,

por sempre estar em ótimos projetos, fazer tudo com a maior honestidade possível e agora, claro.

ter reunido estes dois caras para montar a coisa mais interessante que o showbiz viu nos últimos anos.

Vamos falar então do disco,


Para começar, é inevitável que se compare este trabalho com o das bandas dos respectivos integrantes.

Principalmente com o Queens Of The Stone Age, já que temos a mão pesada na produção de Josh.

Mas não vou ficar fazendo comparações,não acho necessário ficar analisando uma coisa em função da outra.

Não, o disco não é uma quebra de paradigmas que muitos esperavam. Não vai revolucionar o mundo da música.

Não veio fazendo experimentalismos que nunca ouvimos antes. É sim, um puta disco de Rock N Roll,

é o que você vai querer quando apenas precisar ouvir o que de melhor o Rock tem para te oferecer.

Ou seja: Riffs matadores, baixo com todo o peso possível e bateria com a pegada necessária para chacoalhar a cabeça em velocidade máxima.

E com brindes: Letras totalmente irônicas e critativas, como em No One Loves Me Neither do I, “Well if sex is a weapon, then smash! Boom! Pow!”.

Falando em “No One Loves Me...” a seqüência de riffs em seu final, apresenta o disco, a canção em si faz a ambientação para a grande porradaria no final.

A seqüência inicial do disco é arrasadora. Não há pausa para respirar. New Fang vem com

muito groove em ritmo pouco convencional,mas com muito peso, graças ao baixo de Paul Jones.

O som tem bastante textura, e logo se percebe que é o trabalho de Homme mais bem acabado em termos de guitarras.

Dead End Friends apresenta ritmo mais cadenciado sem tantas mudanças de tempo (o que é uma constante no disco)

e a cozinha de Grohl e Jones mostra mais uma vez sua cara no final.

Elephants faz jus ao nome em seu riff inicial, com Josh e Jones perfeitamente sincronizados em um ritmo capaz de deixar qualquer um tonto.

Scumbag Blues talvez seja a melhor música do álbum. São os três integrantes mostrando o que tem de melhor, o ritmo é cadenciado, mas com muito peso.

É hora de Grohl competir com Jonesy, com um casamento bumbo/baixo simplesmente espetacular. O vocal de Josh, reverberado e em falsete, faz a música ser viciante.

É para aumentar o volume no máximo que você conseguir.

A partir de Reptiles o ritmo diminui, você descansa e curte o lado mais viajante do disco, com praticamente uma capela de Josh

em Interlud With Ludes, e o lado progressivo da banda em Warsaw – essa com cada integrante mostrando um pouco do seu talento no final – 7 minutos de pura viagem.

Gunman então chega acordando todo mundo com um riff que faz qualquer um querer mexer o esqueleto e refrão que vai beber (quem diria!) nas fontes de Bowie.

Fechando o álbum Spinning In Daffodils, soturna, ritmo tenso, sons indecifráveis e uma mensagem no final?”so high... I just fade and never come back”.Tomara que não.


O disco termina e fica a sensação de querer mais. Fica a curiosidade se o projeto vai continuar.

O fato dos integrantes serem quem são fez que com que se gerasse muita expectativa, mas é incrível como o grupo alcançou todas elas.

É difícil ouvir bandas iniciantes e discos menos bem acabados depois de Them Crooked Vultures.

Fica a sensação de que tudo é brincadeira de criança ou não possui a potência necessária.Suas caixas de som nunca foram tão bem usadas...