quarta-feira, 3 de março de 2010

B.R.M.C - Beat The Devil's Tattoo






Pronto, vazou um dos primeiros grandes lançamentos do ano, o quinto álbum dos homens de preto do Black Rebel Motorcycle Club entitulado Beat The Devil's Tattoo. Juro que lí algumas explicações para esse nome e não entendi nenhuma delas. Mas sendo um disco tão soturno e angustiado fica fácil fazer a ligação.

O disco tem a estréia do novo baterista, na verdade nova, Leah Shapiro depois da saída do nada virtuoso Nick Jago. Aliás agora a banda melhorou não só técnicamente mas visualmente também.

O disco é um condensado de tudo o que a banda já fez até hoje.O rock underground dos dois primeiros discos está presente em músicas como Conscience Killer, Evol - está música que já existia desde a época dos discos iniciais - e Mama Taught Me Better - uma pancada com a marca registrada desse disco, o baixo cheio de fuzz de Robert Been.

Para os amantes do Howl - terceito álbum do trio - há músicas como a homônima e que abre o disco, Beat The Devil's Tattoo, um verdadeiro mantra ao capeta, a letra não deixa dúvidas "You have admired every man desires, everyone is king when there’s no one left to pawn". Minha favorita até aqui. Além de Sweet Feeling e The Tool, baladas folks com DNA totalmente Howl. Todas as duas merecem atenção por sinal.

Há também músicas que parecem que sairam diretamente do Baby 81 - último disco da banda - como Bad Blood e War Machine todas pesadas e com cadências que seguem até o final.

E surge também um novo B.R.M.C não totalmente diferente do antigo, mas mais psicodélico, sombrio e pesado como em Aya, River Styx e Shadows Keeper - esta totalmente viajante e chapada.Surtam um pouco também como na balada não convencional Long Way Down - aliás belíssima. E terminam com a faixa de 10 minutos Half-State, outra letargia com mais uma vez Robert ditando o ritmo no baixo e as guitarras cheias de modulações e distorções de Peter Hayes.


Enfim, apesar de eu achar que eles repetiram o mesmo erro do último disco, ou seja, se alongarem muito e um repertório muito grande, o álbum é muito bom. É tudo o que você espera de uma banda tão direta, tão crua e que nunca esquece suas origens.Traz novos timbres e uma bateria mais pesada devido a nova integrante.É Rock N Roll, sem mais.


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